Abalo ou desembalo
Pensei que foi o coisa do tempo. Cura da alma. Aprendizado pelo lado da dor. Tanto e tanto, tempo e o que passou, pensava, bastava. Não era pra ser hoje assim, nem sei se é. Mas, sei, alguma coisa voltou. Ou mudou. Seria, porém, alguma novidade, contingente emprestado de outras insinuações. O resultado parece ser o mesmo. Sinto muito, como se fosse uma novidade, uma velha novidade. Não quero, não quero. Luto comigo mesmo. Mas, o corpo reage febril, deprimentemente entristecido. O que mais preciso fazer para cessar, pois me desonra em mim mesmo esse sentimento. Não quero, Não quero. Não quero ser entendido como estranho, desentendido de sentido. Isso me dói. Me abalo, querendo o desembalo.


