Atire o confete...

Esse é o carnaval. Não serei prepotente a ponto de avaliar se deve acontecer ou não, como deveria ser ou o que faria diferente. Só posso dizer o que sinto nesse feriado que se repetiu por uma vida toda. Gosto de analisar fatos ou eventos comuns ou rotineiros (eterno retorno...) pois eles dizem muito do inconsciente e ajudam a entender melhor o que enxergo desse mundo. Voltando ao carnaval...
Odeio a repetição. Seja auditiva ou visual, não quero ser antagônico a mim mesmo, mas nada me incomoda mais do que a sensação de que já sei o que vou sentir naquele momento. E minha vida inteira o carnaval me deu essa sensação. De que já sei tudo que irá acontecer, sentir, não sentir, enfim, um marasmo de reflexão e nada de novidades. As coisas pioraram nos últimos anos. As mídias hoje controlam todo o aspecto cultural do carnaval. Como disse, não vou cair na armadilha do certo/errado ou cagar regras, mas a influência da liquidez, do culto a individualização e personificação da identidade cultural me chamam atenção demais.
Quando criança o segundo ou terceiro dias de carnaval já eram um porre. Todo dia praia e bloco, fantasia...
Quando adolescente bloco, birita, ressaca e sem dinheiro no bolso. Isso ainda no segundo dia e já cansado de ver e escutar o carnaval.
Quando adulto... a independência te faz imaginar caminhos alternativos...que nada, onde você vá o carnaval vai atrás, com seus esteriótipos,
Parece que sou confuso quanto ao carnaval? Sim, continuarei confuso, pela apreciação do eterno retorno de imagens, sons e outros ataques repetitivos à sensibilidade humana. Até sorrisos repetitivos me irritam nessa época.

Observação: postagem sem música tema.
2ª Observação: esse carnaval está sendo o melhor que vivi. Justamente por não estar vivendo a repetição.

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