Recomeçando o que não comecei
Ano novo e vontade de começar a escrever nesse sítio. Nada de novo, na verdade. Viradas de ano e de copos etílicos me trazem a motivação do registro. Não sei o por quê. Deixar algo, marca, pensamento autoral, um assovio cretino da arrogância juvenil que ainda (bem) domina meu ego. Não sei. Ser retumbante me parece a cada dia uma coisa que tenho de ter cuidado. Ser professor me ensinou que palavras tem uma força poderosa e perigosa. Pronto, cá estou escrevendo novidades com frases tão antigas quanto a existência humana nesse planeta.
Esses tempos que estão por vir me carregam de pensamentos. Não irei cair no perigoso caminho de qualificar politicamente o país ou o Estado em que resido, mas diante das novas cargas de informação que cruzam minha mente (falarei sobre isso futuramente) venho sendo impelido a externar algumas opiniões a respeito. De muita coisa. O que também pode ser coisa alguma para alguns.
Tenho lido o livro "Sociedade de Risco" do Ulrich Beck. Escrito no fim dos anos oitenta, pouco antes do acidente em Chernobyl, o autor fala principalmente do impacto ambiental do capitalismo e quais os setores sociais que mais sentem o impacto das mudanças ao meio ambiente. Desde alimentação até questões de preservação de espécies são discutidas. E tenho feito um reflexão profunda sobre esses textos. No caso brasileiro o debate é pertinente no dia de hoje, onde alguns setores da sociedade brasileira estão nesse momento sofrendo alterações profundas: comunidades Indígenas e LGBTs.



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